Lana Del Rey Brasil // LANABRASIL.COM.BR – SUA FONTE SOBRE TUDO DA CANTORA LANA DEL REY!

Lana Del Rey deu uma entrevista recente para a revista Complex e falou sobre a produção do Ultraviolence, morar no Brooklyn, cigarros e muito mais. Leiam a entrevista abaixo e no final do post, vejam as fotos do photoshoot para a revista!

Vestidos de cetim, carros em alta velocidade, pílulas, e festas são a vitalidade do glamour americano. Tapetes vermelhos, opulência desenfreada, e o tipo de elegância que parecem incríveis e se destacam em fotografias em preto e branco são o centro. Ícones como Sinatra, os Kennedys, Elvis, e Marilyn Monroe aparentam ser os faróis da boa vida, mas por trás do cordão de veludo há uma realidade mais obscura, menos primitiva: preenchida com fofocas, vícios, traições, e violência. Em 2014, nenhum outro artista abraçou tais palavras com brilho intoxicante e amedrontado como Lana Del Rey.

Quando entrou em cena com Born To Die, em 2012, Lana Del Rey se auto definia como uma pop star trágica de uma era passada. Os vídeos das suas músicas eram épicos: em Born to die, ela começa sentada em um trono acompanhada por tigres de bengala, e termina com o modelo Bradley Soileau carregando seu corpo ensanguentado dos pedaços de um Ford Mustang Mach 1 1969; em ‘National Anthem’, ela é a Jackie O do A$AP Rocky, que interpreta JFK. Enquanto muitos de seus conterrâneos se deleitavam com subculturas pouco conhecidas e artistas de fora, Del Rey procurou por ícones. “Marilyn é minha mãe/Elvis meu pai/ Jesus é meu melhor amigo” ela escreveu na introdução para a curta metragem Tropico, de Anthonhy Mandler, lançado ano passado. A nostalgia do século XX de Del Rey (coberta por batidas provindas do produtor original de Emilie Haynie, Kid Cudi, e do colaborador de Kanye West, Jeff Bhasker, e entre outros) provou um imenso sucesso. Apenas quatro álbuns lançados em 2012 venderam mais que Born To Die, que foi platina nos Estados Unidos e topo das paradas em onze países. Del rey vendeu mais de doze milhões de singles mundialmente, e recebeu duas indicações ao Grammy (Melhor álbum pop, pelo seu EP Paradise; melhor canção escrita para mídia visual, por ‘Young and Beautiful’) e esgotou os ingressos da sua turnê Norte Americana.

Sua chegada também atraiu críticas viscerais. A review do The New York Times sobre o Born to die, acabou com sua estética e sua “pose” artística. A Pithfork disse que seu álbum era como um orgasmo falso. A mídia pareceu ficar fixada no álbum: a suposta carreira antiga usando seu nome verdadeiro, a data do seu aniversário ou a performance do Saturday Night Live, que foi ridicularizada.

Em 2012, Del Rey mudou do Brooklyn para Los Angeles e um ano depois, ela começou a trabalhar na continuação do Bor to die. Lançado em Junho e produzido pelo Dan Auerbach, do The Black Keys, o Ultraviolence ecoa uma melodia pop igual a do Born to die, com introduções com piano e solos de guitarra que deram vida as músicas, o vocal parece brilhar. Liricamente, Del Rey continua com sua postura firme, com títulos como “Money, Power, Glory” e “Fucked My Way Up to the Top”, que são referências explícitas a ela mesma e sua imagem, tendo como objetivo manter as inúmeras calúnias. Alguns de seus críticos antigos mudaram de opinião. Na review desse álbum, o New York Times chamou as críticas dirigidas contra Born to Die de “imprecisas”, e elogiou a “sofisticação retro” de Del Rey e “sinceridade inocente;” Pitchfork chamou de “um original de música pop”, acrescentando que “não há o suficiente de pessoas à sua volta.” Apesar da rádio ser modesta em relação ao primeiro single “West Coast”, o álbum estreou em #1 na Billboard, vendendo 182 mil cópias em sua primeira semana (mais do que o dobro do que Born to Die), uma prova de que sua base de fãs está cada vez maior.

Sentada no telhado do Wythe Hotel no Brooklyn para nossa entrevista, a “pop star” está vestida mais como uma adolescente suburbana, com um jeans com lavagem apertado e uma polo branca com listras horizontais de lavanda. Ela tem a postura perfeita e cruza suas pernas ordenadamente. Tem uma certa graça quando ela fuma e diz “fuck” com suas unhas roxas acrílicas pontiagudas. Se isso tudo é um show, é um bom show. As rachaduras na fachada de glamour humanizam ela e são uma das razões pelas quais ela tem sido capaz de misturar escrita auto-séria sobre o verdadeiro amor e morte com linhas provocativas pseudo-cômicas, como a famosa “My Pussy Tastes Like Pepsi Cola.”

Pelos 60 minutos seguintes, Del Rey fala sobre o jogo sensual na indústria da música, Marilyn, Elvis e Jesus, e sobre a sua reação perante seu aparecimento na cena pop. E palavras. Del Rey não é só uma escritora, mas também diretora de seu próprio drama. A única marca de sua riqueza é uma gargantilha de diamantes incrustados com um pingente de cruz pendurada logo acima do esterno. O seu brilho evoca o brilho caricatural de bijuterias, mas é tão real quanto ela quer que seja.

Quando você escreve, o que vem primeiro? O título, as melodias, a música? Bom, demoro muito tempo para escrever o álbum como é listado. Eu escrevi muito desde o último álbum mas por alguma razão, 70% do que eu escrevi não pareceu certo pra mim. Então, se eu sou sortuda o suficiente para viver uma experiência que cause um grande impacto pra mim, vem com verso e melodia. Mas vem tudo junto, a melodia e as letras vem juntas. Mas é raro acontecer isso pra mim.

Como assim? Na verdade, tem que acontecer, ai chega. Eu lembro de “Carmen”, eu estava saindo muito tarde e andando no ritmo do meu tempo, então, comecei a cantar, “Carmen, Carmen doesn’t have a problem lying to herself cause her liquor’s top shelf.” E então, foi fácil. A coisa toda só apareceu, e eu acho que estava em um momento bom, gostando das coisas, foi uma época fácil.

O que é estar em um bom lugar para você? Estar muito feliz, como se nada tivesse dando errado, porque é difícil mas é minha única experiência.Eu penso muito sobre as pessoas e acho que essa coisa toda é ótima. Ficar no Brooklyn por duas semanas e meia, me ajudou bastante, eu comecei a pensar que tenho esse vicio de gravar as coisas que vem facilmente. Fazia tempo que isso não acontecia. Não desde quando eu escrevi o Paradise, cujo eu amei.

Sentiu falta do Brooklyn? Eu senti falta. Senti falta das pessoas.

As pessoas são diferentes? Não são diferentes. Eu sou um pouco diferente. A vibe é a mesma. Eu conheci uns caras semana passada que nunca tinha visto antes e foi tão simples. Todos artistas e escritores durante o dia e indo em bares durante a noite. Eu sinto falta disso, gosto disso. Não achei isso na Califórnia ainda. Mudei pra lá porque meu álbum ficou um pouco grande demais, mas eu não achei um cenário musical para fazer parte. Havia alguma coisa acontecendo, não era uma espécie de som Laurel Canyon. Jonathan Wilson, o padre John Misty, e eu realmente gostei desses caras. Eu senti como se talvez eu tinha algo em comum com eles e eu escorreguei diretamente para essa atmosfera.

Vamos falar do Ultraviolence. A aparência da capa é semelhante a aparência das capas dos seus dois primeiros álbuns. Eu gostei disso, eu queria uma continuidade. Eu não tinha isso para a capa do álbum na época e eu queria isso como uma continuação da história. Eu gostei da ideia de isso ser em preto e branco e então lá estava, literalmente e figurativamente algo mais a ser revelado. Até mesmo em cores.

Você queria na estética na capa desse álbum uma continuação, isso é algo que foi importante para você musicalmente para Ultraviolence também? Sim. Sem ser corrompido nos termos da sua estética pessoal, como sua psique surgindo designada e musicalmente- Eu gosto de continuidade.

Você tem essa forma de expressar sua visão criativa de tantas maneiras diferentes em sua arte- vídeos de musica, letras, tom e melodia, forma de se vestir. Essas coisas são algo que você pensa quando você planeja um álbum? Isso é um conceito que cresce de alguma ideia? Eu não sei. Eu estava na faculdade em Fordham quando eu tinha dezoito anos. Eu vivia entre Brooklyn e Nova Jersey e eu trabalhada com esse cara que era mais famoso que qualquer outra pessoa que eu tinha conhecido, o produtor David Kahne. Eu tinha um álbum- você sabe, eles o engavetaram por dois anos- e eu tinha todo um tempo para pensar sobre o que era realmente importante para mim e o que eu realmente queria fazer se eu tivesse a oportunidade de fazer o que eu queria. Eu sabia que eu queria tornar minha vida mais fácil no sentido de que eu sempre viveria em um mundo que eu construíra e que fosse verdade para mim, desconsiderando o que isso pareceria para as outras pessoas. Isso definitivamente se estendeu para os títulos das canções, ou se eu filmava em preto e branco, cor dos mues cabelos, e coisas do tipo. Não é algo que eu realmente planejava. Eu tinha a ideia de que eu queria o mundo em que eu vivesse personalizado com o que eu gostasse.

Quando ouço as palavras “ultra” e “violence”, eu penso sobre o WorldStarHipHop. O que essa frase significa pra você? Isso é divertido. Me sinto conectada com emoções agressivas e suavidade. Eu gosto do luxo do soar da palavra “ultra” e o significado do som da palavra “violence” juntos. Eu gosto da ideia de que ambos podem ser um só.

Qual é essa relação entre violência e amor? Eu gosto de amor físico. Eu gosto de mãos de amor. Como eu posso dizer isso sem entrar numa confusão? Eu gosto de um amor apaixonado e tangível. Pra mim, se não é físico, não me interesso. Tudo que eu faço parece ser organizado: sair em turnês, fazer shows um atras do outro, estar no comando de tudo isso, mistura, masterização. As vezes, conheço pessoas com muito fogo e energia. Mentalmente, talvez não sejamos similares. Telepaticamente, não estamos no mesmo comprimento de onda. Se tem fisicalidade e química, ganha, porque é o oposto do que eu tenho todos os dias.

Qual foi a última pessoa que te fez sentir dessa maneira? Dan Auerbach, pra melhor, ou pior.

Você acha que um “prazer culpado” é uma coisa real? Sim, mas eu não tenho muito disso musicalmente. Eu tenho isso na vida real.

Conte-nos. Bom, fumar é uma dessas coisas. Açúcar, café. Acho que tomo uns 13 copos por dia. É uma vergonha por causa das consequências na minha saúde mas muitas coisas podem acontecer por causa de café e cigarro. Muitas músicas boas são escritas dessa maneira.

Porque você quis fazer um cover de “The Other Woman” da Nina Simone no Ultraviolence? [Canta, “The other woman has time to manicure her nails, the other woman is perfect where her rival fails.”] Eu me identifico sendo a pessoa que as pessoas vêm para a “tal mudança da velha rotina”, mas não sendo a principal. Tive um relacionamento de 7 anos com alguém que administrava uma gravadora e eu senti que isso foi uma mudança de rotina. Eu sempre estava esperando ser a pessoa que seus filhos pudessem esperar em casa mas isso nunca aconteceu. Obviamente, tiveram outros relacionamentos e eu senti que isso se tornou padrão. Eu era mais nova, 24 ou 25 anos na época. Eu soube o que eu queria fazer por um bom tempo. Eu fui muito séria em relação a música desde o ensino médio e eu parei de beber com 18 anos. Com 24, eu era uma pessoa muito séria. Eu pensava que era uma escritora, e eu era cantora. Eu pensava que sabia o que eu seria. As pessoas que eu gostava já estavam estabelecidas, mas eles provavelmente estavam procurando por alguém mais em seu nível, com idade avançada. Mas eu amo a ideia de se envolver com uma referência.

Muitos artistas usam a obscuridade para tentar provar individualidade e originalidade. Porque você usa ícones como Marilyn, Elvis e Jesus? Quando eu tive que lançar só “Blue Jeans” e “Video Games” eu tive que aguentar muitos jornalistas perguntando porque eu estava sendo tão literal e tão óbvia. Eu fiz referências a Marilyn sem tentar parecer acessível. Eu tenho uma relação pessoal com minha percepção sobre quem Marilyn foi. Ela era o tipo de mulher quente e dada. Eu gosto desse tipo de garota com quem você pode fazer amizade facilmente. Eu sempre olho para meninas como amigas. Eu senti que conhecia ela dessa maneira. E sobre Jesus, quero dizer, fui criada na igreja católica então isso sobre esteve na minha vida. Espiritualidade e religião eram fortes. Eu frequentei escola católica até os 13 anos. Como muitas pessoas, eu uso isso tudo como hinos de inspiração músical, não uso Jesus literalmente.

Como você conheceu Dan? Conheci ele no The Riviera strip club no Queens. Ele estava com Tom Elmhirts, cujo é um mixer maravilhoso e eu estava com Emile Haynie. Emile perguntou se eu queria sair com eles e eu me diverti muito pela primeira vez em muito tempo. Dan estava mixando o álbum de Ray Lamontagne com Tom no estúdio Electric Lady. Ele saiu e depois de um tempo me deu o Electric Lady por três semanas.

Nossa. Foi incrível. No fim dessas três semanas, eu pensei que tinha terminado. Eu encontrei Dan e ele disse, “Porque não vamos para Nashville ver o que acontece?” Eu fui porque isso soou como uma coisa legal. Eu não queria que a festa acabasse. Eu voei com Lee e nós alugamos uma fazenda por seis semanas. Nós dirigíamos para o esútio do Dan na 8th Street todos os dias e eu amei. Ele é o que eu estava procurando, porque tudo para ele era fácil. Ele falou muito “Sim”. Eu ficava tipo “Eu só quero cantar isso uma vez,” e foi normal pra ele. Foi natural já que foi praticamente tudo na primeira tentativa. Ele é legal assim. (Acende um cigarro com seu isqueiro roxo de plástico.)

Você tem fumado muitos cigarros no palco.Cara, eu preciso. Não me canso disso.

É um vicio? Sim, sou fumante.

Faz quanto tempo que você fuma? Desde os meus 17 anos. É louco. Por isso eu tento cantar mais em festivais abertos. São 45 minutos de preparação e show e mais 45 minutos depois, você precisa fumar.

É muito tempo para ficar na frente de tantas pessoas. É bastante tempo. Se as pessoas vão e ficam 80 minutos, elas sabem literalmente tudo sobre você. Tem 5 mil pessoas te assistindo e eles te filmam para as pessoas do fundo poderem te ver na tela. Não existe nem um momento em que você possa se virar. Tudo que você sente, todas as suas emoções estão lá. Eu visitei muito mais lugares do que eu pensei que visitaria; eu pensei que seria uma cantora de estúdio. Mas eu fiz uma turnê na Europa por dois anos.

Houve um tempo, depois do Paradise, que você disse que não tinha certeza se iria fazer mais música. O que mudou? Depois de um ano do lançamento do Born to die, muitas pessoas me perguntavam como meu novo álbum seria e quando iria ser lançado. Eu disse, “Eu não sei se terá outro álbum.” Eu não tinha músicas que eu achava boa ou pessoal o suficiente. Dan Auerbach mudou as coisas pra mim e eu não tenho ideia do motivo. Ele ficou tão interessado em mim. Isso me fez sentir que talvez o que eu estivesse fazendo era interessante. Ele me deu um pouco da minha confiança de volta. Ele ouviu as músicas que eram folk na época e ele achou que talvez com alguma revisão, elas poderiam ficar mais dinâmicas. Eu comecei a imaginar mais coisas. Pra mim, se não existe uma ideia, não vale a pena escrever um álbum inteiro. Eu não gosto se não existe uma história.

Existem diferentes maneiras de interpretar a sua música “Fucked My Way Up to the Top.” É sobre as pessoas não darem créditos o suficiente em seu trabalho? Ou é sobre acabar com pessoas para chegar ao topo? É um comentário, tipo “Eu sei o que você pensa de mim,” e eu estou me aludindo a isso. Sabe, eu dormi com muitos caras na indústria da música e nenhum deles me ajudou a assinar com uma gravadora. Isso é irritante.

Qual foi o pior conselho sobre relacionamento que você já recebeu? Que o amor não vem facilmente e relacionamentos são uma luta. Tudo é tão difícil, felizmente amor é uma coisa que pode ser realmente divertida.

Isso me lembra uma entrevista de um Eartha Kitt que você postou. Perguntam sobre amor e compromisso e ela diz, “O que é estar compromissado? Me apaixono por mim mesma e quero alguém para compartilhar isso comigo.” Ela estava tão certa sobre isso. É bom para ter um relacionamento ardente que aumenta tudo que você faz, que não é algo que você não queira.

Tem algo que você destruiu que era muito valioso pra você? Provavelmente meu relacionamento que durou três anos. Definitivamente fiquei destruída, depressiva e insegura. Agora é só uma relação insustentável, impossível por causa da minha instabilidade emocional.

As vezes as pessoas escrevem as melhores coisas quando estão em um péssimo momento.E eu estou em um péssimo momento. Essa experiência toda acabou comigo.

O quão acabada? Eu não sei. Eu estava em bom momento quando escrevi meu primeiro álbum, foi por diversão, mas depois eu senti como se tudo fosse pesado. Eu também tenho que lidar com assuntos familiares. O mundo está pesado pra mim já tem alguns anos. Por isso eu gostei do Dan (Auerbach). Ele é casual. Não precisou ser tudo tão sério.

Falando de um assunto não tão sério, qual restaurante tem a melhor salada vermelha do mundo? É uma boa pergunta. Eu vou para o mesmo lugar em Los Angeles o tempo todo, Ago na Melrose. Eu peço a mesma coisa todo dia, penne alla vodka.

O que você escuta enquanto escreve? Eu amo jazz. Eu amo o documentário de Chet Barker, Let’s Get Lost, influenciou meu vídeo para “West Coast”, que Bruce Weber dirigiu. Eu amo Nina Simone e Billie Holiday como qualquer outra pessoa. Eu tenho uma playlist dos anos 70 que ouço todos os dias. Muito Bob Seger, eu amo. Ele é provavelmente a pessoa que eu mais escuto, junto com the Eagles e Chris Isaak, Dennis Wilson e Brian Wilson. Eu gosto de Echo e de Bunnymen, “Killing Moon”.

Você tem uma música “culpada” nessa playlist? Não, todas são ótimas.

Você teve uma experiência complicada com uma certa pesquisa minuciosa pessoa. Como isso te afetou? O lado bom de ter que aguentar muito das críticas é que você literalmente para de se importar. Isso me faz pensar que as coisas não vão acontecer do jeito que eu espero, porque geralmente elas não acontecem. Mas não é algo super pessimista. A música é sempre boa, na minha opinião. É o que eu espero agora da minha carreira, que a música seja ótima e as reações sejam fodidas.

Porque você acha que eles reagem sempre tão ardorosamente sobre as coisas que faz? Se eles pensam que isso é música pop, já estão errados. Não foi feito para ser popular. É uma música mais psicológica. Não é para ser uma música para divertir as pessoas com verso e refrão, verso e refrão. Revelo toda minha história através da música. As pessoas ficam confusas quando eu só canto em um show, não performo. Pra mim, performar é mostrar emoção, cadência, e cantar. É muito diferente do que chamam de popular, então eu acho que eles deviam parar de achar que é popular. O que você acha?

Eu acho que você é mais criticada não pela música, nem pelo lado artístico e nem por ser taxada como cantora pop, mas como alguém que é famoso simplesmente por querer ser famoso. Você parece ser são compreensiva e calcula tudo em seus vídeos, o estilo, as referências e etc. É engraçado, porque meu processo é natural. Eu lembro de fazer o vídeo para “Video Games” e eu fiz minha maquiagem como fazia todos os dias. Meu cabelo igualmente. Eu estava usando um vestido e me filmando. Eu não acho que a justaposição disso encontra qualquer metragem tirada da lua de mel das pessoas com Super 8. A reação sobre tudo isso quando o youtube nasceu, 6 anos atrás, não era exatamente uma reação. As pessoas não se importavam.

Você se sente vingada? Eu me sinto aliviada, mas eu não me sinto vingada.

Como assim? Eu não acho que as coisas foram bem. Não é a forma como eu as escolheria para acontecerem. Então não é como se eu me sentisse que tudo mudou e está tudo bem.

Você tem alguns discos de ouro, e uma mão cheia de álbuns platina. Sim, mas eu continuo sem encontrar as pessoas que eu busco, eu gosto da forma que Bob Dylan encontrou seus amigos, ou respeito por ser um escritor. Porque essa coisa de ouro e platina, isso não significa tanto como se você estivesse caminhando pelas ruas e pudesse ouvir as pessoas dizendo coisas sobre você. Isso não te equilibra.

Traduzido por Ana Flávia e Gabriela Brito, equipe Lana Brasil.

Photoshoots > 2014 > Complex Magazine por Neil Krug


23/07/14 Em: Artigos,Entrevistas,Fotos,Ultraviolence Comentários Por: Redação


O site Idolator escreveu uma matéria sobre o lançamento de “Ultraviolence” como próximo single do álbum “Ultraviolence” no Reino Unido. Confiram:

Você estava implorando para Lana Del Rey te dar toda aquela ultraviolência? Bom, você tem sorte: a diva mais triste e má do rock está preparando a faixa título do seu impressionante LP como single oficial no Reino Unido, que deve sair dia 18 de agosto, de acordo com uma data oficial de lançamento.

O ode escuro e profundamente romântico dedicado a uma antiga paixão, chamado de Jim, escrito ao lado de Dan Auerbach, em Nashville, estreou originalmente na ráido BBC antes mesmo do lançamento do álbum.

A faixa é amplamente considerada um destaque no álbum, e também provocou controvérsias por sua letra provocativa, como Lana canta sobre um tipo de amor muito físico. “Ele me bateu e eu senti como um beijo”, ela canta no refrão, um aceno assumido para o hit de The Crystals, de 1963, “He Hit Me (It Felt Like a Kiss).” Se a letra controversa e ultraviolenta da música fazem qualquer indicação, o vídeo que acompanha deve trazer bastante coisa.

Você está animado para Lana – digo, a Deadly Nightshade de “Ultraviolence” lançar o single?

Traduzido por Gabriel Reis, Lana Brasil.


17/07/14 Em: Artigos,Singles,Ultraviolence Comentários Por: Redação


A vampira constantemente triste fala sobre amor e morte – e então tenta mexer-se fora da sua reportagem de capa.

A esquivada Lana Del Rey faz sua primeira aparição na capa da Rolling Stone na nossa próxima edição (sexta-feira nas lojas), fotografada por Theo Wenner – mas em um ponto dramático durante suas entrevistas, ela tentou cancelar tudo. “Não tenho certeza se eles deviam discursar esta história”, ela disse ao escritor chefe Brian Hiatt. “Eu sinto que talvez devêssemos esperar até haver algo bom para se falar. Sabe? Só queria que você pudesse escrever sobre outra coisa. Deve haver outra pessoa para ser a capa. Tipo, tem que haver. Qualquer um.”
Mas antes de chegar nesse ponto, Del Rey tinha muito a dizer em suas entrevistas, que na maior parte foram em Greenwich Village, casa de viagem do seu novo interesse amoroso, o fotógrafo italiano Franceso Carrozzini.

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17/07/14 Em: Artigos,Revistas Comentários Por: Redação


A cantora americana Lana Del Rey, 28 anos, tem atributos de sobra. É linda, famosa, lota shows em festivais pelo mundo e tem uma longa lista de fãs celebridades, como Kim Kardashian, Katy Perry, Daniel Radcliffe e até o cineasta David Lynch. Kim, aliás, a convidou para cantar em seu badalado casamento no início do ano. Rumores dizem que George Clooney fez o mesmo pedido e estaria disposto a pagar o que for preciso para tê-la cantando em suas bodas, em setembro deste ano.

Apesar de tamanha popularidade, Lana recentemente disse ao jornal The Guardian que já gostaria de estar morta e suas canções — estranhamente entoadas em casamentos — deixariam até a alegre personagem do livro Poliana Moça, de Eleanor H. Porter, em depressão.

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O nosso parceiro Vagalume escreveu sobre a Lana ter falado da participação de Dan Auerbach na entrevista para a BBC Radio 1, confira:

Em entrevista à “BBC Radio 1″ com Zane Lowe, que foi ao ar na noite de ontem (7), Lana Del Rey revelou que não estava pronta para finalizar o álbum “Ultraviolence” antes da chegada de Dan Auerbach.

“No momento em que conheci Dan, eu não estava tão confiante. Parece estranho, mas vê-lo interessado em mim fez com que eu me sentisse interessante”, declarou a voz de “West Coast”.

“Ele era um cara, e meio que me tratou como uma garota de Nova Iorque que queria gravar um disco, e falou tipo ‘ei, vamos ver no que dá’. Mas ele estava apaixonado pelas músicas”, completou a cantora sobre o vocalista do The Black Keys.

“Ultraviolence” estreou no topo da parada de álbuns da Billboard na semana passada, revelando promocionais como “Brooklyn Baby” e “Shades Of Cool”, produzidas por Auerbach.

Reveja o clipe de “Shades Of Cool” a seguir:


08/07/14 Em: Artigos,Entrevistas,Ultraviolence Comentários Por: Redação


Lana Del Rey disse que se acha mais confiante quando está feliz.

A cantora contou para Zane Lowe da BBC Radio 1 que existem vários fatores que afetam sua felicidade, exemplos podem ser o ambiente em que ela se encontra ou ouvir a música perfeita.

Ela disse: Eu acho que para mim, o que me deixa confiante muda todos os dias… mas geralmente eu diria que dizer confiante pra mim só vem em um momento em que estou muito feliz.

“E poderia ser qualquer coisa ao meu redor no ambiente em que estou ou a sorte de ter minha musa comigo ou ouvir uma melodia perfeita pela primeira vez.”

Del Rey entretanto também falou sobre diversificação em diferentes campos, dizendo:

“Eu sempre me senti, em qualquer momento da minha vida que nunca era tarde demais para mudar, para fazer qualquer coisa diferente, qualquer pista, qualquer veia, você sabe, ser livre o suficiente para explorar as coisas. Eu acho que ser preocupado sobre se você está fazendo algo para ganhar dinheiro faz as pessoas viajarem demais.”


08/07/14 Em: Artigos,Entrevistas Comentários Por: Redação




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